A entrevista coletiva do técnico Abel Ferreira após a importante vitória do Palmeiras sobre o Botafogo-SP, em partida válida pela 11ª rodada do Campeonato Paulista, contou com o português “cutucando” o gramado do Maracanã. Perguntado sobre a polêmica entre gramado natural e sintético, Abel foi absolutamente sincero.
Compartilhando a preferência com o natural, o técnico disse “entender Neymar”, mas reconheceu que, antes de um gramado natural com buracos, ele prefere atuar em um artificial. Para exemplificar seu pensamento, Abel rendeu críticas aos gramados do Maracanã e do Castelão.
“É como ter uma Ferrari e andar em uma pista toda esburacada. Eu entendo o Neymar. No Mundial, a qualidade do gramado natural era melhor que o melhor carpete que tenho em casa. Mas se a Uefa fiscalizar os gramados do Brasil, passava um, se calhar dois. Só quero que me digam quais os gramados top no Brasil”, iniciou.
Abel Ferreira então concluiu: “Sabe quantas vezes joguei no Maracanã? Um dos estádios mais míticos a nível mundial. Quatro a cinco. Sabe quantas vezes o gramado estava médio? Zero. Eu preferia ir lá jogar e ter um gramado sintético. Quando vamos ao Castelão, peço aos meus jogadores para não torcer os pés”.
Por fim, o técnico do Palmeiras aproveitou para elogiar o movimento dos jogadores: “Parabéns aos jogadores, adoro quando se unem em torno de uma causa. Falem dos salários em atraso, do fair play financeiro, da profissionalização dos árbitros. Jogadores como Neymar, Rocha, Veiga, Thiago Silva, têm que se unir, é falar de tudo”.
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